Querida! Um tapetinho felpudo…

15 10 2007

Cansado da vida de ajudante de estudante ( ó.. até rimou), Rogerr foi dar um rolé pela casa do Panaca. Então, como ganhara um veículo automotivo do mesmo, saiu picando mula, nem sequer olhou para trás, com medo de se arrepender.
Então seguiu o seu rumo. Como no outro passeio, encontrou grandes novidades. Saiu do quarto do Panaca, encontrou um imenso gigantesco corredor, no fim do corredor um lindo tapete felpudo branco, ele muito curioso, foi ver o belo tapete.
–Ahh..tapetinho felpudo..( esfregando o rosto com carinho no tapete).
Imediatamente, lembrou-se que Catifúndia estava com Demente ali por perto, e claro, foi buscá-la para ver e sentir o tapetinho felpudo.
Então sentou a poupança no seu veículo automotivo e foi-se para onde estavam. Chegando lá, contou a novidade para Catifúndia, mas, contou de uma forma tão empolgada do belo tapetinho felpudo, que contagiou ela, a deixando muito curiosa. E novamente voltaram para o veículo automotivo, e foram ver o tal tapetinho felpudo.
No caminho, ele começou a contar toda sua história: como o encontrou, como viu, como sentiu o belo tapete. De repente um barulho estranho.
–Qué que é isso Rogerr?? – expressou Catifúndia –Que barulho foi esse?
–Ah meu amor..me desculpe, foi inevitável – respondeu Rogerr meio sem graça.
Então com um sorrisinho amarelo, desceu do veículo automotivo como quem quer disfarçar algo, deu a corda no carrinho novamente, que começou a acabar, e voltou para dentro do veículo.
–Desculpe Cati, mas é que o veículo é de corda, a corda eu já dei..agora precisa dar impulso..vamos ter que empurrar..
E foi o que fizeram, Catifúndia ficou muito revoltada com aquela situação, mas empurrou, o que acredito que até foi bom para os dois, pois tiveram que trabalhar juntos, e pelo menos pôde descontar a sua raiva no carro (hehe). Mas beleza, depois do esforço voltaram o caminho.
Chegando lá no tapetinho felpudo, Rogerr muito empolgado com o tapetinho, se adiantou olhou pro tapete, voltou-se para Catifúndia, fez pose de foto, um sorrisinho meio tonto e falou:
–Tapetinho felpudo..
Catifúndia ficou olhando, deu uma risadinha e foi ver o tal tapetinho.
Ela olhou e achou muito estranho o tapete. Parecia mais uma montanha felpuda do que um mero tapete.
Mais curiosa que Rogerr, que se conformou com o felpudo tapete,Catifúndia começou a subir a montanha felpuda.Atrás dela seguiu Rogerr.
– Puxa como a visão daqui de cima é divertida e bonita! – disse Catifúndia.
Rogerr com um leve movimento de cabeça concordou.
De repente, do nada, a montanha felpuda começou a levantar e fazer au-au. Ao som de assobio, o tapete felpudo saiu em disparada. Imediatamente perceberam que o tapete tratava-se de um cachorro, mais exatamente, o cachorro do Panaca.
–Ôua! ôua! – Gritava Rogerr com a intenção de parar o cão, mas eu disse, era um cão e não um cavalo, sendo assim não parou.
Por fim, que o chamava era o próprio Panaca e e logo estavam no quarto novamente.
Assim o belo tapetinho felpudo, era apenas o belo cãozinho do Panaca, que por sinal, deram sorte, pois o belo cachorrinho ia ser levado para passear e ter seu momento de defecação sossegado, e se não pulassem a tempo no quarto, o passeio não seria muito agradável.





Saga da bedega

1 10 2007

    Cristo Deus! Sabe aqueles dias em você esta super agitado, e você olha de um lado, olha do outro e, não encontra nada além de um nada, com um pouquinho de tédio.
Então naquele dia, a aula maravilhosa era de Educação Física, e é aquele negócio, pra ganhar nota vale de tudo, bastas se exercitar. Como Rogerr é meio sedentário, ele não quis jogar futebol, nem vôlei, basquete então nem pensar. Até mesmo porque não tem habilidade para tal.
Panaca com o intuito de incentivá-lo a prática de esportes, mostrou-lhe um jogo novo, meio pré-histórico, mas novo para Rogerr.Era uma coisa que se joga com as mãos e tem umas penas em cima. Era uma peteca.
E com um empurrão dado delicadamente por Panaca, Rogerr com aquela força de vontade foi jogar peteca, mas como não se pode jogar sozinho, Panaca bem empolgado com o jogo chamou Miguxa e Seilá, que apesar dos nomes não são emotivas.
Mas continuando, lá se foi a primeira vantagem, o primeiro ponto, e foi o suficiente para que Rogerr pegasse gosto pelo esporte. Ali passou a aula inteira. Entretanto a aula passou, porém o gostinho de quero mais não.
Ao sair do colégio, entusiasmados agora com o novo esporte, Rogerr puxou suas Miguxa e Seilá, na busca de uma peteca. Assim se deu e começou a saga da peteca.
Como Miguxa conhece bem a região, ela os orientou até a loja de um e noventa em nove (pra você ver como por extenso fica bonito), a qual seria o lugar mais provável de ter uma peteca. Chegando lá, uma velha senhora turca, estava sentada em sua cadeira. Rogerr que já estava agitado, agora empolgado perguntou à senhora:
– Oi!? Tem peteca?
A senhora muito educada, e com o sotaque bem carregado respondeu:
–Ah, tem sim! Pode pegar, está logo ali –apontando em direção ao lugar.
Rogerr então, foi pegar a peteca conforme a senhora disse. Chegando no lugar, olhou..olhou.. mas não encontrou. Então perguntou de novo.
– Onde que tem?
A senhora, continuava apontando o mesmo lugar, afirmando com certeza. Dessa vez ela tomou a iniciativa, e perguntou:
– Jovem, o que você quer? Não é uma bedega? Então..olha só.. tá aqui.
E foi em direção a tal “bedega”. Só que ela voltou com um ralador. Meu deus! Rogerr achava que bedega era sotaque…
Depois de um tempo, quando pararam de rir (pode não parecer, mas na hora foi muito engraçado), Seilá, que até o momento só gargalhava lembrou a todos:
– Na Casa China tem!
Puxa! O que uma publicidade agressiva com slogans bizarros não fazem? Pois é, da turca foram pra Casa China.
É..realmente na Casa China tem! lá compraram a bedega e jogaram até a cansar.





A viagem de Catifúndia

1 10 2007

    Estava Rogerr e Catifúndia naquele momento de namorados, e ela diz que tem que fazer uma viagem e teria que passar um tempo fora. Ela teria que viajar lá pro fundo da sala, e passaria quase uma aula inteira fora. O problemas é que uma viagem é muito longa quando quem viaja é uma borracha. E como em outros momentos ele já encontrara meios mais fáceis para isso, ela lhe pediu ajuda.

    Dessa vez duas réguas e um pouco de fita adesiva não seriam suficientes para tal viagem. E como se tratava de sua namorada não achou que seria conveniente pedir ao Panaca que a arremessasse, como ele faz em todas as viagem de longo prazo como essa, até mesmo porque a aterrissagem não é boa, e um tanto dolorida.
Então lembrou-se que no precipício encontrara o que seriam projetos de avións. Desceu Rogerr e Catifúndia até lá onde permaneciam os avións intactos. De alguma forma aqueles avións forma parar lá, e com certeza estavam parados porque em seu projeto haviam falhas.
Como era feitos de papel, Rogerr e Catifúndia não teve dificuldade de desdobrá-lo e fazer ,como aquelas crianças que abrem o brinquedo inteiro só para saber como foi feito. Visto isso viram que não se podia ter controle de vôo pois não passava de uma avaliação mal feita e que somente planava pelo ar. Ou seja, tinha-se que jogar o avión para que pudesse voar pra onde quisesse.
Pegaram uma folha, o dobraram como viram no projeto e fizeram um outro belo avión.
Então chegara o momento do avión voar. Panaca iria o arremessá-lo e Catifúndia já estava a postos.
E lá foi o avión, na melhor e mais tranqüila das viagens já realizadas por Catifúndia.
Tá! É brincadeira … não foi bem assim …
Ela nunca sentiu tanto medo  em sua vida, aquilo era pavoroso e muito louco, o vento quase a levou do avión, a coitada quase se desfez de desespero.
Assim foi sua viagem, planando pelo horizonte até o fim da sala.
Depois de uma aula, Rogerr a foi esperar com o seu brilhante projeto de transporte. Só que nem um nem outro chegou. De repente um grito de quem está com o máximo de adrenalina no sangue, era Catifúndia, toda feliz.
Ela tinha sido arremessada sem o avión. Rogerr caiu em  preocupação, pois não havia ninguém que pudesse pegá-la. Então Catifúndia começou a cair, porém Rogerr nunca a viu com um sorriso de orelha a orelha (se tivesse), como naquele momento. Humm… tinha farofa nesse angu.
Do nada, ela abre um pára-quedas. E numa tranqüila aterrissagem (agora sério), ela chega ao chão.
– E agora? Quem é o inteligentão? – perguntou catifúndia bem cínica.
–Mas nem pra dar um “OI!” e já vai ser ignorante?
– Tá parei..
É dessa vez a idéia perfeita de Rogerr não foi uma da melhores, mas ninguém é perfeito. E  como disse Rogerr:
– Eu posso aceitar isso, e meu coração continua aberto…